Fases da dieta Montignac

Ao contrário de outras dietas para a perda de peso, os fundamentos da dieta Montignac se baseiam na manutenção do peso alcançado. Ou seja, em evitar o efeito rebote. Como fazer isso?
Fases da dieta Montignac

Última atualização: 15 maio, 2021

A dieta Montignac é uma das várias alternativas que podemos usar para perder peso. Ela ganhou popularidade durante os anos 90 e ainda hoje se fala dela. A principal característica dessa dieta é que ela não exige que restrinjamos demais o número de calorias ou que as contemos.

De qualquer forma, os alimentos são diferenciados de acordo com o seu índice glicêmico. Produtos com índice muito altos não são totalmente proibidos e as proteínas podem ser consumidas em abundância. Esta dieta é dividida em fases e, em princípio, o recomendável é poder conhecê-las.

Antes de começar com este ou com qualquer outro método de emagrecimento, é obrigatório consultar um profissional da nutrição. Além disso, lembre-se também de que o que explicamos aqui não substitui o diagnóstico de um especialista de forma alguma.

Dividindo a dieta Montignac em fases

Michel Montignac criou um planejamento alimentar de acordo com o que queremos obter a partir da alimentação. Esse conceito é avançado, pois se baseia no fato de que podemos encontrar uma maneira de comer de acordo com cada necessidade, corpo, idade ou objetivo.

De fato, é possível encontrar livros sobre a forma como cada um deve se alimentar. Por exemplo, existe uma dieta para evitar problemas cardiovasculares e outra para as mulheres que acabaram de ter filhos.

No entanto, neste sistema alimentar, podemos distinguir dois tipos de fases. A primeira é aplicada para o emagrecimento e, na maioria dos casos, é o início da dieta. A segunda foi projetada para manter o peso ideal. Isso contrasta com os planos tradicionais, que geralmente são mais lineares e dedicados apenas à perda de peso.

Fase 1: concentrando-se no emagrecimento

Mais do que memorizar cardápios, o importante é conhecer as regras e os princípios de cada fase da dieta Montignac. Mesmo neste primeiro momento, podemos comer até ficarmos satisfeitos.

A questão principal é a qualidade e o tipo de alimento ingerido. Por exemplo, para o café da manhã, devemos consumir carboidratos saudáveis ​​e com baixo teor de gordura. Estamos nos referindo a fontes naturais de carboidratos.

Fases da dieta Montignac

No caso do almoço, o importante é ter um protídeo, um lipídio e um carboidrato. Ou seja, uma proteína, uma fonte de gordura saudável e, novamente, um carboidrato. Quanto a este último, trata-se de um nutriente bastante saudável.

Para o jantar, o correto é reduzir ao máximo as gorduras. De resto, é possível planejar uma distribuição alimentar semelhante à do almoço. Outro objetivo durante essa etapa é evitar beliscar entre as refeições.

Juntamente com o que foi exposto, existem outros tipos de conselhos:

  • Evitar as bebidas açucaradas: elas geralmente são responsáveis ​​pelo acúmulo de gorduras. A ideia é usar as frutas como a principal fonte de glicose.
  • Limitar a gordura saturada: embutidos, carne de porco e outras fontes de gordura devem ser consumidas com pouca frequência. Em vez disso, podemos recorrer aos peixes, ao azeite de oliva e a outros lipídios saudáveis.
  • Carboidratos saudáveis: é recomendável que eles tenham um índice glicêmico inferior a 35. Aqui entram pão, oleaginosas, algumas frutas e legumes. Os grãos integrais também podem ser consumidos.

Fase 2 da dieta Montignac: mantendo o peso ideal

Devemos começar esta fase da dieta Montignac quando estivermos com o peso adequado. Há pessoas que não precisam passar pela dieta para perder peso e se concentrar em mantê-lo. Aqui os preceitos são semelhantes, mas as restrições diminuem.

Fases da dieta Montignac

De manhã, os carboidratos devem continuar sendo principalmente saudáveis; também podemos adicionar algumas gorduras saudáveis. Ao meio-dia, é possível optar por refeições um pouco mais pesadas, e o jantar é o mesmo que foi proposto na primeira fase. Nesse caso, também poderíamos planejar seis momentos de alimentação, incluindo alguns lanches.

Tudo nesta dieta aponta para um equilíbrio que não leva à perda de calorias, nem à nutrição deficiente. Outros princípios a serem seguidos são os seguintes:

  • É possível fazer uma refeição com um ‘agrado’: uma vez conseguido o peso adequado, podemos nos permitir um agrado comendo algo que rompe com a lógica do planejamento. O risco sempre será o mesmo, e isso pode ser feito de vez em quando.
  • Frutas e amidos não andam juntosesta é uma máxima para evitar níveis excessivos de açúcares. Por exemplo, não é recomendável misturar banana com arroz de forma cotidiana.

Em última análise, cabe destacar que o criador deste plano foi um farmacêutico e empresário. Ele mesmo projetou esse programa de alimentação com a intenção de combater o próprio excesso de peso. Também devemos salientar que esse planejamento se baseia nos antigos hábitos alimentares do Mediterrâneo.


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