Tipos de adoçante: qual é o mais saudável?

Com a grande variedade de adoçantes disponíveis, é difícil saber qual é o menos prejudicial de todos. A seguir, vamos explorar as nuances e trazer a visão da ciência.
Tipos de adoçante: qual é o mais saudável?

Última atualização: 24 Novembro, 2020

Que o açúcar não faz bem para a saúde não é nenhuma novidade. No entanto, todo mundo gosta do sabor doce. Por esse motivo, existem alternativas a fim de garantir o sabor de uma forma que não prejudique o funcionamento do organismo. A seguir, vamos falar sobre os tipos de adoçante.

Alguns dos adoçantes artificiais são bastante discutidos atualmente. Isso ocorre porque algumas pesquisas vieram à tona sugerindo que eles poderiam ser negativos a médio prazo.

Sem dúvida, eles impactam a microbiota intestinal, e alguns deles podem até mesmo aumentar o risco de câncer, embora os estudos ainda não sejam conclusivos a esse respeito.

Tipos de adoçante

Em primeiro lugar na lista dos mais usados ​​está o açúcar. Esse ingrediente tem se mostrado prejudicial para a saúde quando consumido em excesso, principalmente por populações sedentárias.

No caso dos atletas, uma quantidade maior da substância pode ser tolerada, uma vez que este é um substrato energético prioritário para determinadas atividades.

Em detrimento do açúcar, passou a ser utilizada a sacarina, um adoçante artificial que já está no mercado há bastante tempo. Estudos preliminares em animais confirmaram que a sacarina é carcinogênica, embora um potencial negativo a esse respeito não tenha sido demonstrado em humanos.

No entanto, os especialistas garantem que o seu impacto na saúde metabólica é considerável, pois ela reduz a resistência à insulina a partir de uma alteração na microbiota.

Os adoçantes da nova geração incluem a stévia e o aspartame. A primeira, apesar de natural, geralmente é reduzida com grandes doses de sacarina.

Tipos de adoçante

No caso do segundo, há divergências consideráveis ​​a seu respeito. Embora existam estudos que afirmam que ele não é metabolizado, outros afirmam que ele é capaz de afetar a flora intestinal de forma negativa. Um exemplo é o estudo que foi publicado na revista Advances in Nutrition.

Por fim, podemos destacar a opção de usar mel, xarope de bordo ou açúcar de coco. Todos esses produtos contêm uma grande quantidade de açúcar na sua composição e, portanto, não são tão diferentes do açúcar de mesa.

Eles realmente não oferecem nenhum benefício significativo e não há razão para priorizá-los além do seu sabor.

Então o que deveríamos fazer?

Por tudo isso, fica claro que é muito difícil escolher o adoçante mais saudável. Nenhuma das opções para adoçar os alimentos parece ideal.

Estudos têm demonstrado as propriedades negativas do açúcar, assim com os adoçantes artificiais podem causar danos à flora intestinal a médio prazo. Ainda existam algumas dúvidas sobre o assunto e, por isso, o mais aconselhável é ter prudência.

Para garantir uma boa saúde, vale ressaltar a necessidade de reduzir o consumo de alimentos doces. Na hora de adoçar as preparações, é aconselhável usar pedaços de frutas, pois assim a frutose é compensada com as fibras e, dessa forma, o seu impacto no corpo é reduzido.

Sempre priorize os alimentos frescos

O que é inegável é a necessidade de fugir dos alimentos doces processados. Eles, além de conterem açúcares e adoçantes, também possuem gorduras trans e aditivos na sua composição. Essas substâncias reforçam os efeitos negativos dos carboidratos, causando assim um estado de inflamação sistêmica prejudicial para a saúde.

Tipos de adoçante

É sempre melhor priorizar os alimentos frescos. Se você gosta do sabor doce, inclua mais frutas na sua dieta. Além disso, não se esqueça da importância de garantir a variedade na alimentação.

Cuidado com os adoçantes

Ao falar sobre os tipos de adoçante, é preciso ter muita cautela, principalmente no caso dos artificiais. Esses produtos de laboratório não foram suficientemente estudados para garantir a sua segurança a longo prazo. Na verdade, as pesquisas mais recentes não recomendam o seu consumo.

De qualquer forma, existe um estilo de vida no qual o consumo de açúcar como tal é menos prejudicial. A prática regular de atividades físicas reduz a resistência à insulina e o risco de diabetes.

Por esse motivo, se você é um atleta, você pode se permitir uma quantidade diária de açúcar ligeiramente maior do que no caso dos indivíduos sedentários. Mesmo assim, você não deve exagerar. Lembre-se de que, nesse sentido, o mais adequado é praticar esportes de força para usar a glicose como o principal combustível.

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