Variedades e valor nutricional do pepino

04 Janeiro, 2020
Você já parou para pensar sobre qual é a origem do pepino? Continue lendo se quiser conhecer a sua história e o seu valor nutricional.
 

O pepino, cujo nome latino é “cacumis sativus“, é o fruto de uma planta herbácea que recebe o mesmo nome. Pertence à família das cucurbitáceas.

Sob esse nome, estão incluídas cerca de 850 espécies de plantas, quase todas herbáceas, trepadeiras ou rasteiras, que produzem frutos grandes, cilíndricos, alongados e protegidos por uma casca firme.

História do pepino

Existem várias teorias sobre a origem do pepino. Além disso, ele é consumido há tantos anos e passou por tantas culturas que a sua origem nem é tão importante. Acredita-se que o pepino selvagem, espécie atualmente extinta, fosse de áreas tropicais do sul da África.

No entanto, as primeiras referências ao pepino foram encontradas na Mesopotâmia e, quase ao mesmo tempo, no Egito. Em primeiro lugar, sabe-se de sua existência graças a uma compilação de receitas publicadas pelo arqueólogo Jean Botteró. A mais antiga conhecida foi escrita no início do segundo milênio a.C.

No Egito, há evidências da sua presença há mais de 3000 anos atrás, na época dos faraós. Tanto no Alcorão quanto no Antigo Testamento, é mostrado como os judeus que seguiram Moisés ansiavam pelos produtos que comiam no Egito, os pepinos.

Já no primeiro milênio a.C., a sua produção se estendia através do Mare Nostrum até as terras gregas e romanas. Segundo Plínio, o pepino nunca faltava entre os pratos do imperador Tibério.

Foram os romanos que o usaram para fins terapêuticos e o levaram através de suas conquistas para o restante da Europa e depois para a China. De fato, é aos romanos que se deve a difusão do pepino pela Europa por exemplo, e foi a Espanha que o levou para a América após sua conquista.

 

Atualmente

Atualmente, o pepino é um vegetal muito cultivado na Europa e na América do Norte. Ele ocupa o quarto lugar na produção mundial de vegetais, atrás do tomate, da couve e da cebola.

O seu consumo se estendeu de forma importante como ingrediente de saladas ou conservas – os famosos picles – e a China é o país com o maior número de toneladas por ano, cerca de 23 milhões, seguida por Turquia, Irã e Estados Unidos.

Pé de pepino

Vale ressaltar o surto da síndrome hemolítica urêmica de 2011. Esse foi um surto epidêmico causado pela toxi-infecção por um sorotipo da bactéria Escherichia coli que causou a morte de pelo menos 32 pessoas na Alemanha, além de mais de mil infectados.

O surto causou uma crise alimentar erroneamente conhecida como a crise do pepino. Após a primeira suspeita, as autoridades alemãs acusaram os pepinos de origem espanhola de serem os responsáveis ​​pela epidemia.

No entanto, os exames impostos pela Comissão Europeia mostraram que não havia contaminação dessa bactéria nos pepinos europeus. Finalmente, descobriu-se que a causa tinha sido o aipo.

A bactéria mutante E. coli que causou a “crise do pepino” na Europa em 2011 reapareceu no Japão no verão de 2012, desta vez no repolho chinês em conserva, um dos acompanhamentos favoritos no país.

 

Variedades

O pepino está associado ao verão, apesar de ser uma planta anual. É considerado de alta qualidade quando tem um verde uniforme e é firme, mas facilmente quebrável. Não se deve deixar que fiquem amarelos.

As variedades de pepino podem ser classificadas de acordo com várias características, tais como tamanho, forma e cor da casca:

  1. Mini pepino – tipo espanhol: essa variedade é pequena, com comprimento máximo de 15 centímetros e peso médio de 125 gramas. Tem a casca verde com listras amarelas ou brancas e é consumido fresco ou usado para fazer picles.
  2. Pepino médio – tipo francês: mede de 20 a 25 centímetros de comprimento. Dentro deste grupo, é possível distinguir duas variedades: pepino com casca áspera e pepino com casca lisa.
  3. Pepino longo – tipo holandês, também conhecido como “Almería”, atinge até 25 centímetros de comprimento e a sua casca é lisa e mais ou menos enrugada.

De acordo com a forma de consumo, há pepinos para serem consumidos frescos e aqueles que são consumidos principalmente em forma de picles. Da mesma maneira, há uma classificação de acordo com o tipo de cultivo e, assim, fala-se em pepinos de estufa e de camalhão.

Valor nutricional do pepino

 

Valor nutricional do pepino

Quanto ao seu valor nutricional, ele é caracterizado pelo alto teor de água, que chega a quase 97% do seu peso. 100 gramas de pepino fornecem 14 kcal e é um alimento rico em cálcio, fósforo e potássio.

Em relação ao seu conteúdo de vitaminas,  ele tem maior concentração de vitamina C. A proporção das outras é praticamente irrelevante.

O pepino pode ser incluído na dieta de forma simples, tanto cru, sendo acrescentado nas saladas, quanto como ingrediente de cremes frios ou quentes. E você, como você gosta de consumi-lo?

 
  • Bottéro, J. (2005). La cocina más antigua del mundo: la gastronomía en la antigua Mesopotamia. Tusquets
  • García, F. G., & Barrio, M. G. (2009). El Mare Nostrum Digital: mito, ideología y realidad de un imaginario sociotécnico. ICONO 14, Revista de comunicación y tecnologías emergentes, 7(1), 7-30
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  • Salinas, R. J. (2013). Seguridad alimentarias versus crisis alimentaria. Anales de la Real Academia de Ciencias Veterinarias de Andalucía Oriental, (26), 141-155