Como o Chicago Bulls de Jordan jogava?

18 Fevereiro, 2019
A seguir, vamos analisar todos os detalhes relacionados à forma como o Chicago Bulls de Michael Jordan jogava, uma equipe que entrou para a história do basquete.
 

Sem dúvida, o Chicago Bulls de Michael Jordan deve ser considerado um dos melhores times de basquete de todos os tempos, juntamente com o Boston Celtics de Bill Russell e os Los Angeles Lakers de Magic Johnson.

As constantes mudanças de jogadores, treinadores e estilo de jogo, somadas às idas e vindas contínuas daquele que foi considerado o melhor jogador de todos os tempos – Michael Jordan – fazem com que seja difícil encontrar uma única equipe para definir como o Chicago Bulls de Jordan.

No entanto, há um consenso de que esta a seguir é a equipe que teve a temporada mais completa da NBA: o Chicago Bulls de 96.

Os integrantes da equipe do Chicago Bulls de Jordan

Seis meses depois de anunciar o seu famoso I’m back (eu voltei, em português), Jordan se juntou à equipe liderada por Phil Jackson, que se baseava em uma fórmula simples.

Essa fórmula continha um jogador que estava voltando, o fiel escudeiro que permaneceu nas sombras esperando o seu retorno, a chegada de um reforço dos Balcãs e um jogador disposto a fazer o trabalho sujo.

Os integrantes da equipe do Chicago Bulls

O retorno de Michael Jordan e o menino prodígio

 

O retorno de Jordan havia ocorrido na temporada anterior, quando o lendário jogador número 23 já estava a caminho de completar 33 anos.

Vale a pena ressaltar que a aposentadoria que durou um ano e meio não prejudicou o seu talento: 55 pontos contra o New York Knicks no seu quinto jogo.

Seus 17 jogos no campeonato regular, mais 10 nos playoffs (antes de serem eliminados pelo Orlando Magic de O’Neal e Hardaway) foram simplesmente o início de um verão movimentado, tanto dentro quanto fora de quadra.

Toni The White Magic Kukoc havia chegado ao Chicago Bulls coincidindo com a despedida de Jordan, talvez se fazendo de rogado em excesso.

A equipe de Chicago contava com seus direitos desde 1990; o que fez com que ele não fosse muito aceito pelo restante dos jogadores; no entanto, o croata seria decisivo na segunda metade da Era Jordan.

O reforço de Rodman e Harper

O ala Dennis Rodman era mais conhecido por seus escândalos e excentricidades fora de quadra do que por seu trabalho dentro dela. Somente as habilidades do mestre zen conseguiram recrutá-lo para a causa, ocupando a posição deixada por outro lendário jogador, Horace Grant.

O reforço de Rodman e Harper
 

Certamente o outro reforço que acabou sendo fundamental foi Ron Harper; um jogador que, em média, marcava 20 pontos por noite para times como os Los Angeles Clippers ou o Cleveland Cavaliers mas que, ao chegar ao Chicago Bulls, sabia qual era o seu lugar:

“Quando cheguei ao Bulls estavam Pippen, Kukoc e Jordan estava voltando. O que eu deveria fazer? Tentar fazer uma cesta? Eu teria sido um imbecil”

Apelidado por Andrés Montes de “Alvenaria, encanamento, eletricidade… 24 horas ao seu dispor, Harper Associados”, ele sabia como fazer esse trabalho que jogadores como Pippen, Jordan, Kerr ou Kukoc, por exemplo, não estavam dispostos a fazer. E ele fez isso maravilhosamente no lado oposto de Rodman.

A máquina perfeita

Esse quinteto do Chicago Bulls que muitas pessoas são capazes de recitar de cor, apesar de jamais tê-los visto ao vivo (Harper, Jordan, Pippen, Rodman, Longley) foi uma máquina de triturar equipes e monopolizou toda a atenção da mídia durante aquela temporada.

Um jogador ganha jogos

Novamente com o número 23 na camisa, Michael Jordan jogou cada um dos 82 jogos que compõem a temporada regular; com uma média de 38 minutos por noite.

Além disso, Jordan ganhou pela terceira vez o título de cestinha com 30,4 pontos por noite e foi coroado com os três MVPs da temporada (All-Star, temporada e playoffs) pela primeira vez na história.

Ele também foi o terceiro em roubos de bola (para aqueles que pensam que seu trabalho era limitado ao ataque) e foi o farol que conduziu o Chicago Bulls para o melhor equilíbrio que já tinha sido visto até a chegada dos Golden State Warriors de Stephen Curry.

 

Eles também receberam o anel de campeão – que até então ainda era o quarto. 

Michael Jordan em quadra

Uma equipe ganha campeonatos

Não era apenas Jordan que estava no seu melhor nível durante aquela temporada; de fato, a maioria dos seus colegas obteve os melhores números de suas carreiras:

  • Rodman fez o maior número de rebotes; com 14,9 rebotes por noite.
  • Kukoc foi eleito o 6º melhor homem.
  • Kerr teve uma margem de acerto da linha de três pontos de 51,5% .
  • Phil Jackson recebeu o prêmio de melhor treinador.
  • Krause foi nomeado executivo do ano.

Assim, esse time, com a mesma base, ganhou mais dois anéis para completar os seis de Michael Jordan. Foi dessa forma que conhecemos uma dinastia; algo somente ao alcance dos maiores.