Tudo o que você precisa saber sobre a hidroginástica

Quando ouvimos falar em hidroginástica, talvez possamos relacioná-la a um grupo de idosos em uma piscina. No entanto, existem aulas para todas as idades.

Última atualização: 20 Fevereiro, 2021

Seu nome oficial é ginástica aquática. No entanto, todos a chamam de hidroginástica. Embora geralmente pensemos que se trata de uma atividade física destinada apenas para a terceira idade, na verdade, ela pode ser praticada em qualquer fase da vida.

A hidroginástica é uma variação da aeróbica cuja principal característica é ser realizada 100% dentro da água. A seguir, propomos que você conheça mais sobre essa modalidade.

O que é a hidroginástica?

A hidroginástica é feita, conforme o próprio nome indica, dentro da água, principalmente em piscinas. Os exercícios são desenvolvidos de forma diferente do que se fossem realizados em terra, por causa da microgravidade proporcionada pela água.

As piscinas onde a hidroginástica é praticada geralmente são rasas – entre 1,20 e 1,50 metros – e têm temperatura de moderada a quente, entre 28 °C e 31 °C. Além disso, existem diferentes modalidades dentro da hidroginástica. A mais conhecida e mais difundida é a aquaeróbica, que combina a aeróbica com a natação.

Também podemos fazer aquacycle, uma aula de spinning com uma bicicleta ergométrica dentro da água. Essa opção é recomendada para as pessoas com problemas nos joelhos.

Outra alternativa é o aquastep. Para praticá-lo, uma plataforma ou um step é colocado no fundo da piscina, onde os exercícios são realizados. Serve para trabalhar o sistema cardiovascular e tonificar a parte inferior do corpo.

Para quem quer se divertir na água, há o aquaritmos, que é uma espécie de zumba na piscina. Para reduzir o estresse, nada melhor do que o aquaboxing, que combina os movimentos de diferentes artes marciais.

Se você está interessado em um exercício mais calmo e relaxante, pode optar pelo aquayoga, que inclui posturas e movimentos do yoga, ou o aqualates, para exercitar especialmente abdominais e costas. Há ainda o Ai Chi, que mistura wushu e tai chi, tudo na água.

Exercícios básicos da modalidade

Se esta é a primeira vez que você vai fazer uma aula na água, é melhor começar com algo calmo, que inclua exercícios básicos e não muito exigentes. Aos poucos, você poderá aumentar a intensidade e aproveitar ao máximo o esporte.

A marcha é usada para o aquecimento prévio. Basicamente, consiste em caminhar para a frente e para trás dentro da piscina, com movimentos intensos. Então, temos as flexões e extensões para os braços e pernas, um tipo de exercício útil para corrigir a postura.

Também podemos fazer exercícios contra a borda da piscina, como, por exemplo, o “quebra-mar”. Para isso, seguramos a borda com as mãos e apoiamos os pés na parede. Então, flexionamos os joelhos levemente e fazemos movimentos laterais da esquerda para a direita com o corpo. Quase sem perceber, estaremos trabalhando os abdominais oblíquos.

Por sua vez, o exercício de estrela-do-mar é muito utilizado nas aulas de hidroginástica. Para fazê-lo, devemos nos posicionar de frente para a parede da piscina e afastar as pernas na largura dos quadris. Então, seguramos a borda firmemente com a mão direita e deixamos o braço esquerdo solto ao lado do corpo, com a palma da mão voltada para a parede.

A seguir, levamos o braço esquerdo estendido para cima, enquanto movemos o corpo levemente para que ele fique na diagonal. O braço deve tocar a orelha ao final do movimento.

Ao mesmo tempo, alongamos a perna direita e a mantemos nessa posição. Dessa forma, alongamos as costas e os oblíquos. Então, repetimos para o outro lado.

Por fim, o exercício da bailarina, que consiste em colocar as duas mãos na borda da piscina e ficar flutuando na água, também é uma ótima opção. Uma vez nesta posição, é preciso movimentar as pernas cruzando-as, ou seja, passando a perna direita à frente da esquerda e vice-versa.

O que é exercitado na hidroginástica?

No início, a hidroginástica foi pensada para os idosos ou para a reabilitação de lesões tanto musculares quanto articulares ou ósseas. No entanto, atualmente, a sua prática tem se difundido para o restante da população por causa dos seus grandes benefícios e porque ela nos permite fazer exercícios em um ambiente diferente.

De acordo com uma publicação da Revista Internacional de Medicina y Ciencias de la Actividad Física y el Deporte, em uma aula de hidroginástica – que pode durar cerca de 50 minutos – são realizados exercícios aeróbicos que aumentam a frequência cardíaca e estimulam a eficiência do consumo de oxigênio.

Há também outros exercícios de resistência ou força, que melhoram a postura e tonificam os músculos, e também exercícios de flexibilidade, que aumentam a elasticidade e mantêm o bom estado das articulações.

A ginástica aquática é indicada principalmente para as pessoas de idade avançada, com sobrepeso, com problemas de coluna ou com joelhos ou tornozelos instáveis. É também uma atividade geralmente recomendada para gestantes e para pessoas com problemas cardiorrespiratórios, estresse ou distúrbios do sono.

Se você quer saber se a hidroginástica é para você, você deve primeiramente consultar o seu médico, especialmente se você pertencer aos grupos de pessoas mencionados acima. Então, será apenas uma questão de experimentar uma aula que chame a sua atenção e aproveitá-la ao máximo. Existem muitas opções para escolher!

Pode interessar a você...
Fit PeopleLeia em Fit People
10 melhores exercícios de hidroginástica

Sem dúvidas a hidroginástica é uma das melhores formas para praticar exercício e se divertir. Por isso veremos os melhores exercícios de hidroginástica.



  • Alfonso Martínez Moreno; Jesús García Pallarés. Las gimnasias acuáticas: fitness acuático,
    aquaeróbic, aquagym y aquapilates. Universidad de Murcia. https://digitum.um.es/digitum/bitstream/10201/20525/1/Aquafitness.pdf
  • Di Masi, F.; Silveira, A.L.B.; Braz, M.A.; Gatica, S.L.A.; Borreani, S.; Brasil, R.M. y Dantas, E.H.M. (2014) Efectos de un programa de Aquagym en mujeres posmenopáusicas / Effects of an aquagym training in postmepausal women. Revista Internacional de Medicina y Ciencias de la Actividad Física y el Deporte, vol. 14 (55) pp. 465-478. Http://cdeporte.rediris.es/revista/revista55/artefectos483.htm