Eletroterapia: o que é, usos e benefícios

28 Novembro, 2019
A eletroterapia pode nos trazer muitos benefícios e não devemos ter medo dela, pois as contraindicações são apenas para casos muito específicos.
 

A eletroterapia é usada para inúmeras patologias no campo da fisioterapia. As ondas elétricas podem ser bem transmitidas através do corpo, o que significa que os impulsos elétricos controlados na pele podem afetar as estruturas subjacentes.

Dependendo da sua frequência e intensidade, vamos obter respostas fisiológicas diferentes.

Como a eletroterapia é aplicada

Dependendo do método específico escolhido, a eletroterapia pode ser aplicada de duas maneiras diferentes. Ambas consistem em uma máquina que emite os impulsos, mas com diferentes maneiras de aplicação no corpo.

A primeira opção são os eletrodos. Existem eletrodos adesivos que são colados na pele do paciente, e também eletrodos normais, que são colocados na área a ser tratada por meio de faixas.

Em segundo lugar, temos os cabeçotes. Esses dispositivos também serão conectados às máquinas, permitindo que o terapeuta aplique as ondas manualmente sobre a área desejada. Eles também oferecem uma liberdade de aplicação em uma área maior, se necessário.

Eletroterapia: um amplo espectro de usos

Dentro da eletroterapia, existem várias opções de tratamento. Estes são os mais comuns:

Aplicação por meio de eletrodos

  • Eletroestimulação muscular: fortalecimento da musculatura com a ajuda de impulsos elétricos. Nesse caso, as ondas elétricas são usadas para causar uma contração muscular. Um dos usos mais comuns consiste na aplicação da eletroestimulação em atletas, que devem executar uma contração muscular voluntária ao mesmo tempo em que os impulsos elétricos são aplicados. Isso permitirá que eles obtenham uma maior força de contração. Em segundo lugar, esse tratamento também é usado para pessoas com problemas nervosos, nas quais os impulsos não chegam ao músculo como deveriam.
 
Eletroterapia: usos e benefícios

  • TENS: Essa modalidade – imagem acima – consiste na aplicação de ondas de baixa frequência para aliviar a dor. O paciente sente apenas um leve formigamento durante a aplicação, que é realizada em períodos de vários minutos consecutivos. Há um alívio imediato do desconforto.

Aplicação por meio de cabeçotes

  • Ultrassom: esses impulsos são bem conhecidos, principalmente para os atletas. Aplicado por meio de um cabeçote, o seu uso faz as estruturas vibrarem em uma frequência que causará principalmente um efeito anti-inflamatório. Afeta tecidos moles próximos ao osso, tais como tendões, ligamentos ou cápsulas articulares. Assim, o seu uso é especialmente recomendado em casos de entorse, tendinite ou bursite.
Eletroterapia: usos e benefícios

  • Micro-ondas ou diatermia: nesse método, os impulsos elétricos geram calor, que é transmitido através das estruturas do corpo do paciente. Portanto, ele também é considerado um tratamento termoterápico, pois a sua função será a de aquecer os tecidos. Ao fazer isso, o suprimento de sangue aumenta, contribuindo assim para relaxar a área quando há um problema crônico. O fato de serem ondas elétricas faz com que haja um alcance maior do que com outras formas de aplicação de calor, como os raios infravermelhos, por exemplo. Esses dificilmente afetam as estruturas abaixo da derme.
 
  • Iontoforese: essa técnica é uma das menos conhecidas e consiste em fazer com que haja uma maior penetração do medicamento através da pele do paciente do que aconteceria simplesmente usando os dedos. O medicamento desejado é aplicado na área a ser tratada e, com o cabeçote, são executados movimentos circulares suaves enquanto os impulsos são emitidos.

Contraindicações

Uma vez que são impulsos elétricos que atingem os tecidos profundos do corpo, há certos casos nos quais a eletroterapia não deve ser aplicada ou nos quais é necessário ter uma maior precaução.

Isso inclui as pessoas com marca-passo, as mulheres grávidas e as pessoas com doenças infecciosas ou câncer.

O bom senso também deve ser usado para não aplicar impulsos elétricos nos olhos, coração ou pescoço. Essas são estruturas muito delicadas e existem outras maneiras de tratar problemas nessas áreas com maior segurança.

Finalmente, é necessário ter cuidado com as pessoas que tenham implantes metálicos. Nesses casos, é preferível não aplicar as micro-ondas, sendo mais seguro usar outras técnicas de termoterapia mais superficiais.

 
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